quinta-feira, 28 de abril de 2011

REPRESSÃO SOCIAL – Redes Sociais são Reflexo da Sociedade

(Post para o Propaganda e Marketing)

redes sociais sao reflexo da sociedade

Acabei de ler um post no blog Ponto Marketing titulada “Porque o consumidor é tão chato nas redes sociais” em que o Cleyton Torres (do Blog Midia8) fala que o principal motivo para essa “revolta” foram os anos de repressão impostos pelas empresas, em que os consumidores não tinham voz perante as gigantes.

Quando li o post, me veio logo a associação direta com as “Revoltas no Mundo”. Negros, reprimidos durante anos no Brasil tentando se expressar e querendo se impor. Mulheres, durante anos minimizadas, sofrendo diferenciação em diversos setores. Homossexuais reprimidos e discriminados durante anos a fio, e que hoje em dia ainda sofrem muito preconceito. Povos se rebelando de regimes repressores como o Egito. Enfim, exemplos não faltam.

O que todas essas repressões têm em comum? Todas geraram veemência quando o assunto é “se impor”. Todos estão sensibilizados devido aos anos em que foram obrigados a ficarem calados, engolindo a seco todos os elefantes. Todos estão tão sensibilizados que hoje em dia tudo pode ser considerado preconceito e precisamos tomar muito cuidado com o que vamos dizer por aí, precisando tomar mais cuidado ainda nas redes sociais, onde qualquer comentário é amplificado e fica registrado pro resto da vida, principalmente depois de atingir o “Ego” de um desses grupos e estes sabendo do poder que tem nas mãos: “O printscreen”. Você apagou mas o indivíduo já “printou” e espalhou para todos do seu grupo e já criou uma revolta em cima de você.

Com as marcas, não é nada diferente. Muito pelo contrário, é muito pior pois uma marca é pública e passível do conhecimento de todos, ou seja, tem muitos olhos em cima dela. É pior até do que o fato de uma “pessoa pública” (político como o Bolsonaro, apresentadores como Sonia Abrão, etc) fazer uma “cagada online”.

Mais uma vez fica provado que estudar para Redes Sociais não é APENAS estudar as FERRAMENTAS (Orkut, Facebook, Twitter, Sonico, Badoo e cia limitada), estes são apenas a ponta do icebergue. Estudar para Redes Sociais deve-se primeiro estudar o HOMEM: Antropologia, Psicologia, SOCIOLOGIA, Filosofia, História, dentre outras disciplinas HUMANAS.

Ou seja, saber o que move o ser humano, afinal redes sociais vêm muito antes do projeto da internet, vem do tempo em que o homem começou a se relacionar com homem (isso se restringirmos a redes sociais humanas).

liberdade humanaTudo que é expresso nas redes sociais, são reflexos do que homem passa e/ou passou, ou seja, reflexo da sociedade. E qual é um dos bens mais preciosos para o ser humano além da vida? A LIBERDADE.



terça-feira, 19 de abril de 2011

Você sabe o que é Engajar? (pouco vejo por ai, apesar de muito se falar)

(Postagem para o Propaganda e Marketing)

engajamento com empresas e marcas

Engajamento: Esta é a palavra do momento para diversas ocasiões se tratando de empresa/marca. Nos últimos anos tem se ouvido demais que “é preciso engajar” funcionários e/ou consumidores.

Cada palestra/seminário/aula que assisto, cada postagem em site/blog que leio, vejo uma definição diferente para “engajamento”, mas em todos eles vê-se um ponto em comum: “É preciso engajar!”. Engajamento, inclusive, é uma das métricas mais importantes quando vamos elaborar relatórios de ações em mídias sociais, quando vamos avaliar o sucesso (ou o insucesso) de uma campanha em mídias sociais. Se o engajamento foi satisfatório, perfeito, objetivo alcançado. Se não houve engajamento, provavelmente a campanha não obteve sucesso, pelo menos não para aquele meio.

Mas, que bicho é esse que chamamos de engajamento?

De acordo com o dicionário Aurélio, o verbo "engajar" tem origem na palavra francesa engager e significa: 1. aliciar para o serviço pessoal ou para a emigração; 2. filiar-se a uma linha ideológica, filosófica ou outra.; 3. bater-se por ela; pôr-se a serviço de uma idéia, de uma causa, de uma coisa; 4. empenhar-se em dada atividade ou empreendimento.

Vendo esses significados, me veio uma pergunta: “O que é engajar o usuário em uma rede social? Como posso engajar em mídias sociais?”

Se eu faço uma promoção valendo um iPad (como se tem visto muito por ai) ou um livro de Fulando de Tal, e essa promoção obteve um grande número de adeptos, o engajamento foi para minha empresa/evento/site ou o engajamento é para a Apple e o autor? No final das contas, o que a minha empresa ganhou com tudo isso?

Não estou desqualificando as promoções para obter essa movimentação e chamar a atenção para as nossas redes. Penso até que é importante isso para chamarmos a atenção e “aliciar para o serviço”. Agora, depois da dita “promoção”, foi feita alguma coisa para manter o usuário atento ao que dizemos? Fez o usuário “filiar-se a uma linha ideológica, filosófica ou outra” da empresa? O indivíduo depois da dita promoção vai “bater-se por ela, pôr-se a serviço de uma ideia, de uma causa ou de uma coisa” da marca?

Quando falado de Engajamento Social, o Júlio Cesar Zanluca define como: “atividades espontâneas, realizadas por um indivíduo, em prol de causas comunitárias e sociais, sem objetivo de lucro ou vantagem pessoal”.

engajamentoFalando de engajamento com marca/empresa estaria muito distante dessa realidade? Acredito que empresas/macas procurem exatamente esse engajamento dos seus clientes/consumidores e, porque não, de seus funcionários.

Em uma entrevista com a professora de psicologia Adriane Roso, foi perguntado para ela “que os fatores levam as pessoas a se engajarem socialmente”, em sua resposta, ela: “O primeiro fator que a psicologia social, ou pelo menos aquela que bebe em uma perspectiva crítica, leva em conta é que as pessoas se engajam socialmente porque todo ser humano é gregário, ou seja, necessita de conforto, de amor, de sentido de pertença. A partir de então, inicia o processo de sublimação, que consiste em fazer com que esses sentimentos primitivos sejam transformados em outros mais elevados, como o de engajamento.”.

Em pesquisa realizada pela agência Razorfish, foi perguntado o que seria importante no engajamento com uma marca, a resposta foi, nesta ordem, “sentimentos de valorização, confiança, eficiência, consistência, relevância e controle”. Estaria muito distante do relatado pela professora Adriane Roso? Todos os itens da pesquisa levam exatamente à resposta da professora: “conforto, amor, sentido de pertença”. Ou seja, a marca tem que gerar conforto no consumidor, fazer ele se sentir amado e que ele faça parte de algum grupo para relacionar-se e que ele se identifique.

eu odeio essa merda de anunicoEntão, como engajar o consumidor? É importante frisar (muito!) que os modelos antigos de propaganda (comunicação) não são mais tão atrativos e eficientes. Conceitos de Marketing Push e Marketing Pull são interessantes para levarmos em consideração. Na apresentação do Fabiano Coura ele fala dos “10 mandamentos do Engajamento” (slides abaixo), além de fazer um punhado geral de como é vista a propaganda hoje dia, sob a ótica do consumidor.

Eis os 10 Mandamentos do Engajamento:
01) Oferecer comunicação como serviço
02) Convidar para a participação
03) Encolver com histórias
04) Explicar vínculos emocionais
05) Recrutar para causas nobres (engajamento social)
06) Envolver através de polêmicas
07) Disponibilizar conteúdo diferenciado
08) Levar diversão a vida das pessoas
09) Gerar experiÊncias de imersão
10) Surpreender sempre


Para ver a explicação sobre cada um, sugiro ver os slides.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

Como Alinhar com o Cliente Para Atuar nas Mídias Sociais?

(Postagem para o Propaganda e Marketing)
relacionamento com cliente

Virou rotina! O consumidor não consegue resolver seu problema com a empresa, apela para as mídias sociais procurando a solução. Exemplos de consumidores que resolveram recorrer para as mídias sociais não faltam, e temos dois exemplo bem recentes: 01) Caso Brastemp, em que o consumidor comprou uma geladeira que deu defeito. 02) Caso Renault, em que a consumidora comprou um veículo e tentou por mais de 4 anos resolver com a fábrica sem sucesso.

O que os dois casos têm em comum? Ambos os consumidores tentaram resolver seu problema primeiramente com a empresa através dos “meios tradicionais” (telefone, email, etc....). Meios os quais não causam tanto “barulho”, ficando “reservado” apenas ao ciclo de convivência de cada consumidor. Ambos os consumidores são mais pacientes do que os mais jovens, aqueles que já nasceram mergulhados na tecnologia e são acostumados a ter respostas rápidas, com o tempo apenas de um clique.

cliente irritadoEsses mais jovens, que estão chegando (na verdade já chegaram) na parcela consumidora, não têm mais tanta paciência, e estão acostumados a se relacionarem através dos meios online. Definitivamente eles não têm a menor paciência de ficar “perdendo tempo” aguardando ser atendido através do telefone. Ele prefere, e está acostumado, a ser encontrado para resolver seu problema. Os consumidores mais jovens não comentam apenas em seus “ciclos de amizade off-line” (e perguntam: O que é isso?). Comentam na própria rede mundial de computadores, muitas vezes sem maldade de prejudicar a marca.


O grande problema é que isso está mudando. Com caso atrás de caso de problemas sendo resolvidos apenas depois de serem despejados nas mídias eletrônicas, usar os meios tradicionais acabam causando a sensação de “perda de tempo”, e ninguém hoje em dia gosta de perder tempo neste mercado tão competitivo em que tempo vale mais que ouro. A tendência, é todo mundo deixar um tanto de lado os “meios tradicionais” de relacionamento e partir diretamente para o que resolve: “detonar nas redes sociais”.

Por conta disso tudo, é de extrema importância que as empresas estejam preparadas para abafar (e resolver) o caso no momento inicial, na primeira crítica, antes que ela tome grandes proporções. Para agir desta forma, somente estando nas redes, e não podem ter um perfil estático, que só faz resolver problemas online, é importante que já haja um relacionamento firmado anteriormente. Primeiro para que o consumidor escute o que a empresa tem a dizer sem melindres. Segundo para não passar a ideia que a empresa só tem problemas. Já parou para pensar se você olha o twitter da empresa X e só vê mensagens para consumidores “problemáticos”? O que você pensaria de uma empresa assim?

É aí que entra a importância de manter uma rede ativa, em que se relacione e dê respostas rápidas (1min no Twitter equivale a 1 mês, ou que sabe 1 ano, de espera de resposta...). A pergunta é: Como otimizar essa atuação nas mídias sociais?

Manter um departamento voltado para ações em mídias sociais não é nada barato. A maioria das empresas não tem recursos para fazê-lo. Empresas que tentam, sem o conhecimento adequado, entrar por conta própria nas redes sociais, estão quebrando a cara. Muitas vezes os profissionais que tem “cacife” para atuar, não podem ficar monitorando seus perfis para poder agir de maneira rápida e é nesse ponto que entra a importância de passar sua conta para uma agência competente, para esta monitorar e elaborar ações para melhorar o relacionamento com os consumidores e monitorar o que está sendo dito.

chateadoTudo isso funciona muito bem, principalmente com ações promocionais, até aparecer um problema do consumidor, em que, por algum motivo, detona a empresa nas mídias sociais. Aí não faltam perguntas de como abafar o caso e como resolver os problemas, e o pior, muitas vezes as agências não estão preparadas para agir de modo tão rápido pelo motivo aparentemente simples (e que na verdade não é tão simples), falta de alinhamento com a empresa (cliente).

Obs: A partir de agora denominarei “cliente” a empresa (cliente da agencia). Para os clientes da empresa denominarei de “consumidor”.

O cliente, de qualquer forma, optando por ter um setor próprio para mídias sociais ou optando por contratar uma agência, vai ter a necessidade de possuir uma pessoa a qual irá ser responsável pelo “gerenciamento de crises”. Para o caso da opção de uma agência, a vantagem é que essa pessoa denominada não vai precisar estar presente o tempo inteiro online (a não ser que a empresa seja muito problemática ou muito grande, com vasta carteira de clientes).

Uma grande dificuldade que se encontra hoje em dia é o alinhamento agencia x cliente. As empresas acham que ao contratar a agencia, a mesma vai resolver todos os problemas como um passe de mágica, quando na verdade precisa de um alinhamento que nunca chegará a “perfeição”, mas pode chegar perto disso com o tempo de relacionamento e o preenchimento caso-a-caso de uma tabela de problemas resolvidos.

Para melhorar (não necessariamente resolver) esse alinhamento, algumas ações podem ser realizadas. A quantidade de formais possíveis é infinita e nenhuma delas (nem o conjunto todo) vai estar apto a resolver todos os problemas.

Separei umas medidas que considero interessante e, caso você possua alguma outra e queira compartilhar conosco, será de grande valia. Cada sugestão extra, colocarei aqui dando os créditos para os autores.

[Sugestões]

dicas01) Conscientizar o cliente da necessidade de ser nomeada uma pessoa para ações rápidas
É se suma importância que se tenha um contato rápido (preferencialmente por telefone ou email em que esteja logado em tempo integral). Quanto antes “abafarmos” o problema, menor proporção ele tomará e, sendo resolvido de forma rápida, ainda pode ajudar na melhoria da imagem da empresa

02) Alinhar os setores da comunicação: Marketing, Relações Públicas, Propaganda, etc...
Regra básica da comunicação de empresas. Não fazer com que os meios entrem em contradição. Desta forma, é de suma importância que todos os setores estejam alinhados. Pegar os contatos de todos e, criar um grupo em que todos recebam material parecido. Assim, se a agencia de propaganda lançar uma campanha, os demais setores estarão por dentro antes mesmo dela ser veiculada. Se a agencia (ou setor) de RP mandar uma nota para “alguém”, todos estarão sabendo o que está se passando.

Esse problema, inclusive, não é de hoje... Quem nunca ligou para um 0800 de uma empresa e se deparou com um atendente que está por fora de alguns assuntos (novidades)? Lembro-me quando liguei para uma operadora de celular e o atendente não sabia da nova promoção (creia!).

03) Mudanças e novidades serem repassadas com antecedência para a agencia.
Completando o item anterior, quando ocorrer lançamento de produtos, mudanças de regras, ou algum assunto polêmico que está sendo resolvido, existe a necessidade de passar tudo isso para quem está na linha de frente, cara-a-cara com o consumidor, ou seja, Mídias Sociais e Call Centers.

04) Criar uma "Cartilha de Ações" e ter "Planejamento de Gerenciamento de Crise" (procedimentos padrões).
Planejamento bem feito, prevê prováveis problemas e possui as soluções. Problemas comuns como troca por defeito de fabricação, produto que estragou antes do término da garantia, etc, podem ter procedimentos padrões. Tais procedimentos devem estar numa espécie de “cartilha”, como se fosse um manual de conduta.

Nesse caso, o que tem acontecido bastante é o cliente não fazer a parte dele quando o problema é encaminhado para o setor responsável. Recentemente tive problema com uma operadora de internet e através do Twitter me foi informado que o setor responsável entraria em contato comigo para agendar uma visita. Até hoje espero essa ligação...

05) Criar uma tabela de "Problemas" contendo as resoluções ou medidas tomadas em cada situação.
Dificilmente o “manual de conduta” vai prever todos os problemas. Os problemas, podem se repetir, principalmente se for um defeito sério de fabricação (como um recall de veículo). Em casos assim, é interessante criar uma tabela simples, com todos os problemas (fora do manual) que foram apresentados por consumidores. Para cada problema, devemos colocar a ação tomada para resolver ou amenizar a situação. Futuramente, caso aconteça algo parecido, já teremos uma luz de como proceder, caso a pessoa nomeada para as ações rápidas esteja indisponível.

Uma dica bacana, que inclusive já utilizei junto com o pessoal da agência, é colocar um funcionário como se fosse um elo entre agencia x cliente. Esse funcionário não precisa ter conhecimentos profundos para fazer essa ligação, bastaria a ele participar do dia-a-dia da empresa e passar para a agencia todas as novidades que estejam ocorrendo, como se fosse um “espião da agencia dentro da empresa”. Esse profissional, inclusive, participa das reuniões de planejamento para ações do cliente. É uma maneira rápida e que tem dado resultado. O problema é que nem toda empresa pode arcar com esse custo de funcionário extra, mesmo que ele não seja especializado.

E você? Como já agiu para resolver esse problema? Como agiria se tivesse na sua frente uma situação parecida? Compartilha conosco para debatermos e chegarmos mais parte da perfeição! ;)



terça-feira, 12 de abril de 2011

Pesquisas em Marketing Digital / Redes Sociais

(Postagem para o Propaganda e Marketing)

pesquisas

Pesquisar pelo assunto “Marketing Digital” e seus derivados (mobile, mídias sociais, SEO, SEM, etc) está cada vez mais comum. As empresas acordaram que ações digitais são necessárias na maioria dos casos e que o retorno de campanhas digitais pode ser bastante interessante, superando, inclusive, o retorno que as campanhas “tradicionais” trazem.

Google Insights - “Redes Sociais” (vermelho) e “Marketing Digital” (azul)
google insight marketing digital x redes sociais

Conforme pode ser visto nessa pesquisa realizada por mim no dia 10 de abril de 2011, a procura no Google Brasil pelo termo “Marketing Digital” vem mais ou menos constante desde 2004, já a procura por “Redes Sociais”, que teve um “boom” em 2010, vem crescendo muito nesses primeiros meses de 2011 atingindo o índice 100 no último mês. A pesquisa por “Marketing Redes Sociais” também demonstra o boom de 2010, mas vem caindo por motivo que ainda estou tentando entender. Seria porque, talvez, estejam generalizando? Não vejo uma queda de interesse, pelo menos no dia-a-dia, no meu ciclo de convivência.

Google Insights – “Marketing Redes Sociais”
marketing em redes sociais

Chama-me a atenção os “interesses regionais” e ver que a Bahia vem crescendo, embora ainda esteja um tanto distante de outras capitais brasileiras. O que me preocupa, falando agora do mercado local (baiano), é o fato de muitos acharem que “Marketing Digitalé apenas oMarketing em Redes Sociais”. É preciso deixar claro que o “Marketing em Redes Sociaisé apenas uma pontinha (minúscula) do “Marketing Digital” que é muito mais amplo.

Interesses Regionais “Marketing Digital” (azul) e “Redes Sociais” (vermelho)
interesse regional marketing digital e redes sociais

Bom, com tamanhos índices de pesquisas, não é de se espantar que a quantidade de conteúdo lançado na internet sobre esses temas também cresça bastante. Primeiro pela necessidade de compartilhar o que vem “descobrindo”. Segundo para atrair muitos visitantes para suas páginas (blogs e sites).

O que me motivou escrever este post foi exatamente a preocupação com o segundo fato, “atrair visitantes para suas páginas”. Estamos todos antenados no mundo, e pesquisas estão pipocando de todo lado com os mais variados temas. Infográficos caem na rede que nem água, toda hora tem um. Mas, quais dessas pesquisas são relevantes para a gente? Eu arriscaria até em dizer que TODAS, afinal, não sabemos como vai ser nosso futuro profissional (embora planejemos), mas será que essas pesquisas estão sendo utilizadas (e interpretadas) de forma correta?

Até que ponto, por exemplo, a pesquisa realizada que informou que o Facebook passou o Google em número de pageviews nos Estados Unidos interfere no mercado brasileiro em que mais de 90% possui conta no Orkut? E o Foursquare estar sendo a mídia social que mais cresce no exterior (não me recordo o país)? Até que ponto interfere no Brasil em que relativamente poucas pessoas possuem smartphone?

São dados que chamam a atenção e devemos ficar de olho neles sim, mas precisamos tomar cuidado para não trazer essas pesquisas como realidade no Brasil. Essas pesquisas realizadas no exterior são interessantes para vermos o potencial de cada assunto e chamar nossa atenção para verificarmos se esta realidade já chegou ao mercado local ou é apenas uma tendência. No caso da “tendência”, é bom ter cuidado com os aspectos culturais, cada povo tem uma cultura de uso diferente. Ex: Nas eleições americanas, a população seguia os candidatos no Twitter para comparar, tanto que não era raro um mesmo indivíduo seguir ambos candidatos. Já no Brasil, seguir acabou se tornando “métrica de aceitação” do candidato, não se seguia o candidato para comparar, mas sim para apoiá-lo na rede.

Não estou dizendo que todas as pesquisas, principalmente as citadas acima, são irrelevantes. Não! Pelo contrário, o Facebook também vem crescendo muito no Brasil e precisamos ficar atentos a isso, mas ele ainda não passou o Google em pageviews no Brasil, então não podemos tomar isso como uma realidade a ser aplicada por aqui. O Foursquare ainda é uma rede muito segmentada e não faz parte do hábito brasileiro dizer por onde anda, por sinal isso até é um tabu para muitos devido ao medo de ser encontrado por “pessoas mal intencionadas”.

Dei apenas dois exemplos dos diversos que tem por ai. É preciso ficarmos atentos e usarmos as pesquisas de forma mais analítica, racional, e não emocional. Por sermos “apaixonados” e por acreditarmos muito no “Marketing Digital” e em “Redes Sociais” podemos nos deixar levar pela “emoção” dos números do exterior e acabarmos metendo os pés pelas mãos na hora de criar uma campanha digital para nossos clientes.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Preguiça, Desinteresse ou Maturidade?

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por estar devendo dois posts:
01) A segunda parte do "Rachel Sheherazade - Um Discurso para Polemizar". Conforme disse no post, é um assunto que gostaria de ir mais a fundo. Então estou estudando um pouco mais para argumentar (literalmente). Gostaria de mostrar (e provar) que o discurso dela foi montadinho para gerar essa polêmica. Não se preocupe. Como disse, também, o propósito NÃO É analisar o que foi DITO e SIM COMO foi dito!

02) Meu estudo sobre a atuação de 4 veículos durante o carnaval. Esse, de fato, já está perdendo a graça publicar, mas estou sem tempo de fazer o post inteiro. O fato dele estar "perdendo a validade" é um dos motivos da demora pois estou precisando readaptar o texto a cada dia que passa. Esse post será publicado no http://www.propemarkblogspot.com, o meu blog voltado EXCLUSIVAMENTE para comunicação.

Então, vamos ao título do post...

Na última quarta-feira (30 de março) rolou na Faculdade Social da Bahia (FSBA) um evento denominado "Café com Prosa" cujo tema foi "Mídias Sociais e Mercado de Trabalho". O evento foi voltado para estudantes de Jornalismo e Publicidade da instituição, porém aberto ao público (por isso que pude participar).

Foram convidados para apresentar o tema os profissionais:
1) Tatiane Sacramento - Jornalista e profissional da agência Lume.
2) Luís Moreira - Gestor Executivo do portal iBahia
3) Pedro Cordier - Pesquisador e especialista em comunicação e com uma excelente reputação no mercado.
04) Renata Cerqueira - Sócia da PaperCliQ (agência de mídias sociais) e responsável por monitoramento e análise.

Um evento que prometia ser bacana (e foi!) e que fez eu me interessar em ir pelo que ele poderia me acrescentar. Fora o fato de ter contato direto com profissionais do ramo o qual atuo e ter como tema "Mídias Sociais", um dos mais debatidos no momento, em que tudo é novo e nada é correto (ou errado).

Um evento gratuito, uma oportunidade para muitos estudantes de comunicação da FSBA (e de outros locais) obterem informações não somente sobre um mercado que está carente de profissionais qualificados, como um mercado que está em processo de "descobrimento".

Para minha surpresa (no sentido negativo) o que eu vi: "Maior parte dos alunos dispersos". Muitos estavam sem vontade, deixando escapar uma oportunidade de pelo menos conhecer uma nova área. Estou falando de estudantes de COMUNICAÇÃO! Área em que é preciso estar com a antena ligada e mais no topo possível. Área que é preciso conhecer de TUDO! Tudo mesmo, desde novela mexicana a política, pois tudo pode ser "semente para uma idéia" e é vivência/experiência para elaborar textos ou campanhas publicitárias.

Ai me veio em mente: "Porque estes estudantes estão tão dispersos? Seria Preguiça, Desinteresse ou Maturidade? Ou as 3 coisas juntas?"

Seria Preguiça? Estar ali, à noite, sendo que poderia estar em casa fazendo outra coisa que lhe causasse mais prazer? Estar na internet? Lendo um livro? Seria preguiça de pensar sobre o assunto? Seria preguiça apenas de momento ou o(a) jovem de fato é preguiçoso(a)?

Seria Desinteresse? O tema abordado não desperta interesse entre aqueles estudantes? Pretendem seguir outra área? Estão em dúvida quanto se é mesmo comunicação que querem trabalhar a vida inteira? Eu, particularmente, acho besteira (para não dizer BURRICE mesmo) uma pessoa de qualquer área (medicina, direito, pedagogia ou qualquer outra) não se interessar em REDES DE RELACIONAMENTO e fontes de informação gratuita. Nas mídias sociais circulam infinitas informações, inclusive distrações, que são importantes na vida de qualquer ser humano.

Ou seria falta de Maturidade? O auditório não me pareceu muito "novinho". Mas, como dizem, maturidade não tem idade, correto? Um ser de 50 anos pode ser menos maduro que um de 20. Favor não confundir maturidade com vivencia. Não seria esta falta de maturidade que acabou gerando o desinteresse e/ou preguiça?

Bom... fica minha dúvida... Confesso que eu não sei responder, mas pela atual ótica, fico com o aspecto "maturidade" pois acredito que a falta dela acaba gerando a preguiça e o desinteresse. Fora que, mesmo que não tenhamos interesse e estejamos com preguiça, em diversas situações será necessário usar de tal "maturidade" para driblar estes dois aspectos para um crescimento pessoal e, muito provavelmente, profissional! :)